Artigos

Distimia (Transtorno Depressivo Persistente)

Distimia (Transtorno Depressivo Persistente)

A Distimia é um subtipo de transtorno depressivo, caraterizado pela persistência dos sintomas por longo período. O indivíduo distímico apresenta humor triste, vazio ou irritável na maior parte do tempo, quase todos os dias, por um período mínimo de 2 (dois) anos. 

 
Os indivíduos diagnosticados com distimia apresentam sintomas como: baixa autoestima e/ou elevado senso de autocrítica; alterações do padrão de sono, dormindo muito aquém ou além do normal; alterações do apetite, alimentando-se em excesso ou de forma insuficiente; fadiga ou baixa energia; dificuldade em concentrar-se; insegurança para tomar decisões; e sentimentos de desesperança sobre o futuro e padrão negativo de pensamentos.
 
Ao contrário do que ocorre em um episódio de depressão, em que os sintomas se instalam de maneira abrupta, na distimia os sintomas se desenvolvem de forma crônica e apresentam intensidade leve ou moderada, a qual pode aumentar e diminuir ao longo do tempo. 
 
Essas alterações somáticas e cognitivas afetam significativamente a capacidade de funcionamento do indivíduo, prejudicando seus estudos, trabalho e relacionamentos com outras pessoas. Para alguns, com episódios mais leves, o funcionamento pode parecer normal, mas exige um esforço acentuadamente aumentado. 
 
O tratamento para distima é multimodal, incluindo farmacoterapia e psicoterapia. Os medicamentos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN) costumam apresentar bons resultados no tratamento, assim como a terapia cognitivo-comportamental (TCC). 
 
Uma mudança no estilo de vida também é essencial como parte do tratamento. Incluir atividades físicas, manter uma alimentação rica e balanceada, prezar pelos contatos sociais e momentos de lazer são atitudes que proporcionam uma vida mais equilibrada e prazerosa. 
 
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para cada caso, bem como a dosagem correta. Se você se identificou com alguma das situações relatadas, procure ajuda profissional. A automedicação é contraindicada em todos os casos. Todo tratamento deve ser acompanhado por um profissional qualificado e não deve ser interrompido sem seu conhecimento.
 
Leandro Augusto Paula da Silva
CRM: 34231 - MG